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Engenheiros desenvolvem tintas a prova de som e fogo

27.03.2014


Pesquisadores da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) desenvolveram uma tinta à base de cana-de-açúcar, capaz de absorver o som e diminuir a propagação de chamas. As tintas de látex normais, por exemplo, são inflamáveis.

 

Como a tinta apresenta matérias que hoje são descartados ou subutilizados em substituição a derivados do petróleo, a tinta ainda tem como vantagens o menor impacto ambiental e um custo mais baixo.

 

“A escolha do bagaço e da palha da cana se justifica pela abundância nas regiões canavieiras e que, hoje, são rejeitos da indústria agrícola e precisam de uma destinação. Além disso, a substituição parcial do petróleo pela fibra natural reduz o custo de produção e o impacto ambiental quando o material for descartado,” explica o professor Ângelo Capri Neto.

 

A maior preocupação era a aderência que essa nova tinta teria após a adição de biomassa. “O resultado mostrou que não e, a partir daí, investigamos algumas outras propriedades do produto, tais como alteração da textura, absorção de sons e propagação de chamas após a aplicação do produto,” disse Ângelo.

 

Segundo o pesquisador, essa diminuição no som já era esperada, uma vez que ocorreu uma mudança da textura da tinta com a adição dos rejeitos da cana. Ainda assim, o que mais impressionou os pesquisadores foi a grande redução na propagação de chamas. “A tinta látex é altamente inflamável. Então, se ocorrer um incêndio em um ambiente pintado com a tinta, a propagação da chama será alta. Percebemos que a palha da cana criou uma barreira, retardando esse efeito”, disse o professor Ângelo.

 

Fonte: Inovação tecnológica.

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